Deo Optimo Maximo

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set 29
Deo Optimo Maximo

O que esperar de um restaurante estrelado?

Sem dúvida a expectativa é grande. Porém, é preciso estar aberto a esta experiência gastrônomica.

Ir pra comer por comer não é um bom começo. Apesar da comida ser o ponto alto, se voce for com esse simples intuito há uma grande possibilidade de sair de lá com a sensação de que pagou caro, muito caro.

Recentemente tive a oportunidade de conhecer o DOM (aquele que pelas mãos do talentoso Chef Alex Atala passou a figurar no S. Pellegrino World’s 50 Best Restaurants como o 4º melhor do mundo e o melhor da America Latina).

Reserva feita e confirmada, fomos nós.

O GPS nos levou até uma rua sossegada no Jardins. Pouco iluminada, a discreta fachada demorou a ser percebida. Enquanto pagávamos o táxi, fomos cordialmente abordados por um recepcionista, que elegantemente abriu a porta para mim. E como prezo, e muito, um bom serviço,  gostei de cara da recepção.

Fomos gentilmente acomodados em uma das mesas do aconchegante salão, e daí começou o balé, sincronizadissimo por sinal. Se revezavam no atendimento a sommelier, que nos serviu com muito glamour, os maitres, e os garçons. Todos muito leves, solicitos e afinados.

Isso aqui está parecendo postagem de divulgação, mas não é, e ele não precisa, muito menos de minha. Mas é que fiquei encantada com o serviço. Aliás, serviço de primeira é comum em São Paulo, basta dar umas bandas pelo Mercado Municipal para entender o que estou dizendo.

Enfim, de onde estávamos era possível avistar a cozinha. Parcialmente envidraçada, e até aonde vi, lindamente decorada, o que me pôs a sonhar com a minha cozinha gourmet. Suspirei!! rsrs

Era possível ver o trabalho dos cozinheiros que vestidos com seus dolmãs, alvos e engomados, transpareciam a tranquilidade típica de quem sabe o que faz.

Pedimos o couvert. Pãezinhos quentinhos, duas pastas e manteiga aviação.

Bebemos, beliscamos, quebramos alguns protocolos, e rimos muito com as nossas piadas internas, porém, contidamente, tipo rir pra dentro, sabe como é??? O ambiente é muito tranquilo e ”so polite”.

Por nossa mesa passaram o aligot com filé alto ao molho levemente tostado. Inverti propositadamente essa apresentação, pois o tal aligot está muito longe de ser um simples acompanhamento.

A raia com mandioquinha defumada e espuma de amendoin foi a minha escolha, pois eu queria desafiar meu paladar e o velho conceito de raia = moqueca. Gostei também, mas confesso que fiquei de olho no outro (hahaha).

A sobremesa não foi escolha minha (não estava compulsiva por doçes naquela noite), mas provei e aprovei. Era uma bolinho de amêndoas (eu acho!!) com sorvete de whisky e calda de chocolate. Tinha um toque apimentado, não sei bem de onde vinha, mas era bom e suave, muito suave.

Os pratos erão bem explicadinhos pelos garçons, mas confesso que o vinho tirou minha atenção.

Por tudo que relatei, e por uma infinidade de outros detalhes, é um brasileiro entre os melhores do mundo, e que esbanja técnica, arte e qualidade. Barato não poderia ser. Caro??? Caro mesmo achei o pão com queijo e presunto por R$ 12,00 que a companhia aérea agora resolveu “oferecer”.

 

 

 

 

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11 comments

  1. Luciana porto

    Já vi que esse será o próximo restaurante que irei conhecer com vcs apesar de ainda preferir o de Claude Traignos…é assim que escreve??kkkkk

  2. Acássia Leite

    Na expectativa eu estou é de sua cozinha gourmet… rs

  3. Geísa Bião

    Mó, que delícia ver você nessa experiência nova e tão feliz! Sempre surpreendente!

  4. luciana

    Mo, pelo seu relato, com certeza qdo for a Sampa irei lá!!!!!! Beijos

  5. Paula Bodeker

    Essa cozinha gourmet vai ser sucesso..Mais aqui pra nós barato tb não foi o DOM, ate eu q sou um zeroa esquerda no segmento de cozinha sei é um dos melhores..

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